EPM e CIJ promovem o seminário ‘Abuso sexual: Bioética e saúde’

Evento teve palestras de médicos especialistas.

 

Foi realizado ontem (9), o seminário Abuso sexual: Bioética e saúde, promovido pela EPM e pela Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça. A abertura do evento ficou a cargo do coordenador da CIJ, desembargador Eduardo Cortez de Freitas Gouvêa, que representou o diretor da EPM, desembargador Antonio Carlos Villen.

        

A primeira explanação do dia ficou a cargo da professora Gisele Gobbetti, psicóloga responsável pelo Centro de Estudos e Atendimento Relativos ao Abuso Sexual (Cearas), que falou sobre incesto. Ela explicou que a família não é definida pela consanguinidade ou mesmo afinidade, mas, principalmente, pela função de parentesco social exercida pelas pessoas do grupo. “O incesto existe quando há a relação sexual entre elas”, explicou. A professora ressaltou que pedofilia é um transtorno do indivíduo, e que o incesto é um transtorno da família. “Geralmente o adulto que compõe uma relação incestuosa vêm de situações de abusos. As famílias repetem esse comportamento por gerações. É preciso tratar a família para quebrar esse ciclo de violência que se perpetua”, afirmou. “O tratamento tem que ser articulado entre a família, a área de Saúde e a Justiça.”

        

O professor Jefferson Drezett Ferreira  discorreu sobre “Abuso Sexual – Interfaces entre a Lei e a Saúde”. O palestrante é médico, especialista em Ginecologia e Obstetrícia, e coordenador do Núcleo de Programas Especiais – Serviço de Violência Sexual e Aborto Legal do Hospital Pérola Byington.  “Agradeço a oportunidade de conversar sobre tema tão crítico. A violência é de toda sociedade. Acontece em todos os países, com homens e mulheres, e em todas as idades”, ressaltou. O palestrante explicou os aspectos clínicos da violência sexual e as principais consequências para a saúde. “Precisamos repensar as políticas públicas, oferecer proteção e tratamento adequados às vítimas.”

        

O consultor da Coordenadoria da Infância e Juventude, desembargador Antonio Carlos Malheiros, parabenizou os palestrantes. “As exposições foram muito abrangentes e trouxeram novos conhecimentos”, disse. Em seguida, abriu espaço para perguntas do público.

        

A mesa de trabalho também foi composta pelo juiz assessor da vice-presidência Daniel Issler, representando o vice-presidente do TJSP, desembargador Ademir Benedito; e pelo juiz assessor da Corregedoria Geral da Justiça Fabio Coimbra Junqueira, representando o corregedor-geral da Justiça de São Paulo, desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças.

        

O seminário aconteceu na Sala do Servidor do Fórum João Mendes Júnior e foi acompanhando por cerca de 500 pessoas nas modalidades presencial e a distância. Também prestigiou o evento o desembargador Louri Geraldo Barbiero.

 

SO (texto) / DG (fotos)